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sexta-feira, 3 de setembro de 2021
TIBAU NA AMÉRICA
domingo, 1 de agosto de 2021
RIBAMAR DA FARMÁCIA
José Ribamar do Nascimento, Ribamar da Farmácia
"Sonho que se sonha só, é só um sonho. Mas sonho que se sonha junto é realidade".
Hoje, 30 de julho de 2021, é aniversário do meu velho, completaria sessenta e cinco anos. Muito falta para terminar o meu segundo mandato e passa um o filme e músicas em minha cabeça, preciso andar de skate todos os dias. Muita coisa na minha vida.
Meu grande sonho sempre foi ser rei, na farmácia aqui de Tibau, com meu pai, da minha amada cidade, assim como meu pai, Ribamar, que sempre esteve ao meu lado, ensinando-me e incentivando.
Pai dizia: "Tenho que trabalhar muito".
Ele estava fazendo o melhor para transformar Tibau e o remédio, qualidade de vida para aqueles que mais precisavam de ajuda.
Achei seu pai seus os amigos geração anos 1980. Neste dia, fazia trinta e sete anos da farmácia, ele ganhou festa no céu.
Espero que meu pai esteja orgulhoso até aqui, de coração para vocês. Hoje não está funcionando, sem ele dono velho, te amo, pai eterno.
Muita luz.
terça-feira, 20 de julho de 2021
AREIA COLORIDA HOSTES
A praia de Tibau, no oeste potiguar, conta com mais uma opção de hospedagem para quem quer desfrutar do clima ameno e das belas paisagens da região, localizada na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará.
O Areia Colorida Hostes é uma excelente opção de hospedagem em Tibau com baixo custo e foi projetado para receber doze hóspedes, confortavelmente.
O Areia Colorida Hostes conta com quatro semi suítes, visto que os banheiros são compartilhados, cozinha coletiva equipada, área de lazer, com piscina, cascata, lavabo e garagem para dois veículos.
O Areia Colorida Hostes tem decoração regional e paisagismo bem elaborados, ideal para realizar aniversários e encontros corporativos.
O Areia Colorida Hostes está localizado à Rua Maria Bernadete Ferreira, 417, centro de Tibau, próximo a Avenida Teresa Patrício, por trás da Igreja Quadrangular.
As reservas podem ser feitas pelo Whatsapp 84 - 98872.7224 com Danielson Silveira.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
ARRASTÃO EM TIBAU
Tibau, em foto de Henrique Romão
Verão chegando, muitos veranistas migram para Tibau, este ano não haverá fogos na passagem de ano, a Prefeitura Municipal de Tibau já avisou, para evitar aglomeração, tendo em vista o avanço do vírus Covid 19, que continua lotando os hospitais.
A Polícia Militar por mais preparada e equipada que seja, não dá conta da visita dos amigos do alheio. Recentemente uma família do estado do Maranhão foi vítima de um arrastão na Praia das Manuelas, está no noticiário de Mossoró e região.
Houve um arrastão na noite de sábado, perto da meia noite. Esse pessoal do Maranhão estava numa casa na Praia das Manoela, por trás do Condomínio Corais do Atlântico, nela havia cinco carros modelo Hilux e muita gente na casa. Chegaram quatro homens armados e levaram dinheiro, relógios e jóias que as mulheres usavam, além de vinte aparelhos de celular da marca Iphone, com suas senhas. Chegaram de moto e fugiram em um dos carros. Teve ainda a dona da casa que do susto infartou e foi para a UTI. É tudo o que sabemos, contado por um morador de Tibau.
Veraneio somente em condomínio fechado e os demais que se cuidem. Lamentável
CASA À VENDA EM TIBAU
Valor: R$ 130 mil.
O Condomínio Jangada tem poço artesiano - sem conta da Caern - não tem taxa de condomínio, já tem famílias morando no condomínio e fica ao lado do Condomínio Veleiro, na Rua Luís Benedito de Oliveira.
Essa rua é na lateral de Rebouças Construções, na entrada de Tibau.

A cozinha vista de outro ângulo, lavanderia e armário embutido, fogão e espaço para a máquina de lavar.

Primeiro quarto com cama box de casal e armário embutido. Cabe duas redes, tem central de ar e janela.
sábado, 14 de novembro de 2020
VIAGEM EM CARRO DE BOI
Por Raul Fernandes*
Mossoró era
a primeira cidade do estado, depois da capital. De clima quente, situada em
terreno calcário, pobre em água potável, trazida em pipas, do lugarejo Bom
Jesus, a dois quilômetros. O vento alísio, à tardinha, amenizava o calor.
No princípio das férias escolares, algumas famílias se preparavam para passar meses na praia de Tibau, no limite
com o Ceará. Ficava a oito léguas de distância. Fiz esta viagem aos doze anos.
Dias antes começavam as arrumações. Em sacos e trouxas, guardávamos objetos
caseiros, redes, roupas, lençóis e alimentos.
No dia marcado, levantávamos
cedo. Minha mãe, os quatro filhos, duas empregadas – a preta Sinhá, Rosa, filha
de escravos, e uma índia jovem, filha de caboclos. Aguardávamos a partida. Às
seis horas, o carro-de-bois estava pronto. A capota de esteira feita com palha
de carnaúba, protegia os viajantes contra o sol e a chuva. Puxado por três a
quatro juntas de bois, sendo a primeira ao pé do carro, a mais forte. Ligadas
por um cambão – trave que passava por cima dos pescoços, formando a parelha.
Também, conhecida por ‘canga dos bois’. Dois paus de madeira forte enfiados no
cambão, ficavam de cada lado do pescoço da rês, dificultando os movimentos da
cabeça. Na longa viga, saída do centro do carro, o timão, atrelavam a parelha
e, no cabeçalho, prendiam a canga. Boi acostumado a puxar carro era chamado
boi-de-cambão.
O carreiro portava relho e vara
com ferrão para tanger mais animais. Em geral, viajava sentado numa das quinas,
à frente da carroceria, com as pernas para fora. Levava um jovem companheiro,
montado num burro, que cavalgava à frente ou atrás da viatura. Atendia a
mandados e tratava as rezes. Embaixo do estrado, penduravam
dois grandes chifres – um com sebo e outro com carvão vegetal pulverizado. A
mistura dessas substâncias colocavam nos cocôs, em contato com o eixo das
rodas. Quando em movimento, produzia grande rangido e evitava incêndio.
Preso ao veiculo, havia dois sacos
de couro curtidos, com gargalos e tampas, cheios de água. Serviam aos
passageiros e aos animais. No estrado além dos pneus dos lados, os fueiros,
fixavam um banco à frente e dois atrás, sendo um de cada lado. Após o café da manhã, cada pessoa,
carregando sua bagagem, tomava o transporte. Pouco depois das seis, partíamos,
ante os gritos aboiantes do carreiro: “Ei, boi!”. Repetido, a todo instante. O
soar do eixo, rodando, era ouvido ao longe, assim, deixamos a cidade. Íamos
viajar o dia todo. Às 10 horas e meia, paramos num sítio, no lugar Grossos.
Descemos para almoçar. Bois foram desencangados, levados a beber água, pastar e
descansar.
Às duas e trinta da tarde,
atrelaram outros bois e partimos. Às cinco horas, avistamos Tibau e, em meia
hora, estávamos em casa. Habitação de taipa, alpendrada, coberta de palha de
carnaúba e rebocada de barro amarelo. Ficava na praia, ao pé do morro. Da
cacimba rasa no quintal, fluía água claríssima. Os recém-chegados trataram de
armar as redes e procurar acomodações. Perto, mais ao norte, destacava-se uma
residência. Tinha ao lado um riacho estreito de água límpida, que descia do
morro através de bicas. Usada para beber e banhos. Caía, de quase três metros
de altura dentro do tanque da pequena casa. Chamavam de ‘Pinga’ e recebia o
nome do dono. Era o ‘Pinga do doutor Castro’. Médico famoso da cidade e
veranista assíduo do lugar.
Praia rica em peixes e camarões,
apanhados em tresmalhos. Pescadores trabalhavam, apenas, duas vezes por semana.
Passavam parte do tempo, tomando aguardente. Costume esse desde os primórdios
do Brasil. Naqueles idos pagamento pelo corte do pau- brasil era feito com a
cachaça conhecida por ‘Jeribita’.
A população de todas as aldeias na
costa era de índios. As esposas, no alpendre das casas, sentadas no chão,
tinham à frente almofadas com bilros e linhas. Faziam renda para vender. À
tardinha, boa parte delas estavam embriagadas.
Outra curiosidade, decorria haver
entre eles, famílias brancas de olhos azuis e de cabelos louros. Descendência
de franceses ou holandeses, os primeiros colonizadores da região.
O Rio Grande do Norte teve a maior
concentração indígena do país. Fugiam de Pernambuco e da Paraíba para o nosso
estado. Recordo que, numa tarde, sob forte
tempestade, chegou um carro-de-boi a Tibau, conduzindo parte da família do
farmacêutico de Mossoró, Jerônimo Rosado. Foi motivo de satisfação para os
poucos veranistas, a chegada, sem danos dos viajantes.
Terminada as férias, regressamos
da mesma maneira.
As areias das dunas, de tonalidades
diversas, ofereciam paisagem sui generis ao visitante. Atualmente, estradas,
construções habitacionais e o progresso mudaram essa imagem. Alteraram as
alegres recordações.
*Raul Fernandes, nasceu em Mossoró, em 1908, filho do prefeito Rodolfo Fernandes e Isaura Fernandes Pessoa. Era médico e escritor, autor do livro A Marcha de Lampião, dentre outros. Nesse texto, Raul Fernandes descreve a Tibau de 1920, quando ele tinha doze anos de idade.



















