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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

CASA À VENDA EM TIBAU

 


Vende-se casa mobiliada e quitada no Condomínio Jangada, com aproximadamente 70 metros quadrados, com dois quartos, sala, jardim de inverno, um banheiro com chuveiro elétrico, cozinha grande com armário, despensa, fogão, pia com armário, churrasqueira e vaga na garagem. A casa não tem geladeira nem máquina de lavar.
Valor: R$ 130 mil.  
Interessados entrar em contato pelo Whatsapp:   84 - 9145.7177 com Alberto.
Condomínio Jangada tem poço artesiano - sem conta da Caern - não tem taxa de condomínio, já tem famílias morando no condomínio e fica ao lado do Condomínio Veleiro, na Rua Luís Benedito de Oliveira.
 Essa rua é na lateral de Rebouças Construções, na entrada de Tibau. 

Frente e lateral da casa

Hall de entrada


Sala


À esquerda, despensa e ao fundo, jardim de inverno



Corredor para o segundo quarto e cozinha 

Cozinha com churrasqueira, o portao de correr aberto fica alpendre 

A cozinha vista pelo portão, à esquerda, porta do banheiro. A janela é do segundo quarto 


  A cozinha vista de outro ângulo, lavanderia e armário embutido, fogão e espaço para a máquina de lavar.


Banheiro grande com chuveiro elétrico

Banheiro tem porta para o primeiro quarto e para a cozinha.


Primeiro quarto com cama box de casal e armário embutido. Cabe duas redes, tem central de ar e janela.


Segundo quarto, com janela para a cozinha e central de ar condicionado.


sábado, 14 de novembro de 2020

CONDOMÍNIO NA PRAIA DAS MANUELAS

 

                                                        Praia das Manuelas, Tibau. 

VIAGEM EM CARRO DE BOI

 

Carro de boi


Por Raul Fernandes*


       Mossoró era a primeira cidade do estado, depois da capital. De clima quente, situada em terreno calcário, pobre em água potável, trazida em pipas, do lugarejo Bom Jesus, a dois quilômetros. O vento alísio, à tardinha, amenizava o calor.
       No princípio das férias escolares,  algumas famílias se preparavam para passar meses na praia de Tibau, no limite com o Ceará. Ficava a oito léguas de distância. Fiz esta viagem aos doze anos. Dias antes começavam as arrumações. Em sacos e trouxas, guardávamos objetos caseiros, redes, roupas, lençóis e alimentos. 
       No dia marcado, levantávamos cedo. Minha mãe, os quatro filhos, duas empregadas – a preta Sinhá, Rosa, filha de escravos, e uma índia jovem, filha de caboclos. Aguardávamos a partida.       Às seis horas, o carro-de-bois estava pronto. A capota de esteira feita com palha de carnaúba, protegia os viajantes contra o sol e a chuva. Puxado por três a quatro juntas de bois, sendo a primeira ao pé do carro, a mais forte. Ligadas por um cambão – trave que passava por cima dos pescoços, formando a parelha. Também, conhecida por ‘canga dos bois’. Dois paus de madeira forte enfiados no cambão, ficavam de cada lado do pescoço da rês, dificultando os movimentos da cabeça. Na longa viga, saída do centro do carro, o timão, atrelavam a parelha e, no cabeçalho, prendiam a canga. Boi acostumado a puxar carro era chamado boi-de-cambão. 
       O carreiro portava relho e vara com ferrão para tanger mais animais. Em geral, viajava sentado numa das quinas, à frente da carroceria, com as pernas para fora. Levava um jovem companheiro, montado num burro, que cavalgava à frente ou atrás da viatura. Atendia a mandados e tratava as rezes.           Embaixo do estrado, penduravam dois grandes chifres – um com sebo e outro com carvão vegetal pulverizado. A mistura dessas substâncias colocavam nos cocôs, em contato com o eixo das rodas. Quando em movimento, produzia grande rangido e evitava incêndio. 
       Preso ao veiculo, havia dois sacos de couro curtidos, com gargalos e tampas, cheios de água. Serviam aos passageiros e aos animais. No estrado além dos pneus dos lados, os fueiros, fixavam um banco à frente e dois atrás, sendo um de cada lado.       Após o café da manhã, cada pessoa, carregando sua bagagem, tomava o transporte. Pouco depois das seis, partíamos, ante os gritos aboiantes do carreiro: “Ei, boi!”. Repetido, a todo instante. O soar do eixo, rodando, era ouvido ao longe, assim, deixamos a cidade. Íamos viajar o dia todo. Às 10 horas e meia, paramos num sítio, no lugar Grossos.  
        Descemos para almoçar. Bois foram desencangados, levados a beber água, pastar e descansar. 
        Às duas e trinta da tarde, atrelaram outros bois e partimos. Às cinco horas, avistamos Tibau e, em meia hora, estávamos em casa. Habitação de taipa, alpendrada, coberta de palha de carnaúba e rebocada de barro amarelo. Ficava na praia, ao pé do morro. Da cacimba rasa no quintal, fluía água claríssima. Os recém-chegados trataram de armar as redes e procurar acomodações. Perto, mais ao norte, destacava-se uma residência. Tinha ao lado um riacho estreito de água límpida, que descia do morro através de bicas. Usada para beber e banhos. Caía, de quase três metros de altura dentro do tanque da pequena casa. Chamavam de ‘Pinga’ e recebia o nome do dono. Era o ‘Pinga do doutor Castro’. Médico famoso da cidade e veranista assíduo do lugar. 
       Praia rica em peixes e camarões, apanhados em tresmalhos. Pescadores trabalhavam, apenas, duas vezes por semana. Passavam parte do tempo, tomando aguardente. Costume esse desde os primórdios do Brasil. Naqueles idos pagamento pelo corte do pau- brasil era feito com a cachaça conhecida por ‘Jeribita’. 
       A população de todas as aldeias na costa era de índios. As esposas, no alpendre das casas, sentadas no chão, tinham à frente almofadas com bilros e linhas. Faziam renda para vender. À tardinha, boa parte delas estavam embriagadas. 
       Outra curiosidade, decorria haver entre eles, famílias brancas de olhos azuis e de cabelos louros. Descendência de franceses ou holandeses, os primeiros colonizadores da região. 
       O Rio Grande do Norte teve a maior concentração indígena do país. Fugiam de Pernambuco e da Paraíba para o nosso estado. Recordo que, numa tarde, sob forte tempestade, chegou um carro-de-boi a Tibau, conduzindo parte da família do farmacêutico de Mossoró, Jerônimo Rosado. Foi motivo de satisfação para os poucos veranistas, a chegada, sem danos dos viajantes. 
       Terminada as férias, regressamos da mesma maneira. 
       As areias das dunas, de tonalidades diversas, ofereciam paisagem sui generis ao visitante. Atualmente, estradas, construções habitacionais e o progresso mudaram essa imagem. Alteraram as alegres recordações.

*Raul Fernandes, nasceu em Mossoró, em 1908, filho do prefeito Rodolfo Fernandes e Isaura Fernandes Pessoa. Era médico e escritor, autor do livro A Marcha de Lampião, dentre outros. Nesse texto, Raul Fernandes descreve a Tibau de 1920, quando ele tinha doze anos de idade.      

           

domingo, 18 de outubro de 2020

ANIVERSÁRIO DE DOUTOR JÚNIOR

 

                                              Conceição e Raimundo Fernandes Júnior


      O médico Raimundo Fernandes Júnior, de tradicional família mossoroense, comemorou na casa de veraneio, em Tibau, o aniversário de 80 anos, durante jantar restrito somente à família, devido a pandemia do Covid 19, pois o mundo ainda passa por essa situação de isolamento social. 
      As comemorações foram preparadas sob o comando de sua esposa, Conceição Fernandes, casados há cinquenta e um anos.
      Pedi para Ceição escrever um texto sobre doutor Júnior, um profissional respeitado e considerado um excelente médico e gente do nosso bem querer.


Por Conceição Fernandes


       Raimundo Fernandes Júnior, natural de Mossoró - Médico - formado pela Universidde Federal do Ceará, em 1965. Fez especialização em Cardiologia no hoje Instituto  Dante Pazzanese do Estado de São Paulo. Iniciou suas atividades profissionais em Mossoró no ano de 1967.

      Ocupou cargo de:
      - Médico no INSS;
      - Sócio da Casa de Saúde Santa Luzia;
      - Médico na casa de saúde Dix-sept Rosado;
      - Médico no Hospital da Unimed;
      - Diretor do Hospital Regional
      - Diretor da Regional de S
aúde do Estado. 
      - Co-fundador e professor titular da Escola Superior de Enfermagem da UERN, por 14 anos na  cadeira de Patologia Geral. 
       Casado com Maria da Conceição Soares Fernandes, há 51 anos, com cinco filhos: três homens e duas mulheres, todos casados e com formação em curso superior. Com treze netos.
       Sempre se preocupou com manter a boa forma com restrições a alimentos gordurosos e pouco açúcar. Desde cedo praticou atividade física. Com uma bicicleta percorria as principais ruas de Mossoró e tinha como regra pedalar pela manhã até oito quilômetros. Sempre considerou um dos seus hobby. Levou para  Brasília uma bike vindo a fazer longos passeios no parque de Águas Claras.  Sonhando pedalar na Praça dos Três Poderes, percorreu até o Palácio do Alvorada.
       Trabalhou sem ambição financeira. Sempre disponível,  costumava cobrar pouco dos seus atendimentos médicos. Sempre dedicado passou noites insones ao lado de doentes graves. 
        Lembrando que sempre foi muito bem cuidado, amado e respeitado por mim e a nossa linda família. 

Doutor Júnior diante do bolo dos 80 anos.


                                                            O casal com os filhos


                                                Doutor Júnior com irmãs e cunhados



Familiares reunidos em volta da mesa.



Casamento de Júnior e Ceição



Júnior e Ceição



quarta-feira, 14 de outubro de 2020

OUTRA PEDRA CAI DA PEDRA DO CHAPÉU

 



Pedra do Chapéu visto do alto


Outra pedra desprendeu-se da Pedra do Chapéu, na tarde desta terça-feira, dia 13 de outubro de 2020. No momento,  não havia ninguém nas proximidades, pois há mais de um ano, quando com fortes chuvas observou-se a possibilidade de desmoronamento, a Prefeitura Municipal de Tibau colocou placas de advertência para os banhistas evitarem aproximar-se da Pedra do Chapéu.


                                                          Foto: Marcos Moreira

domingo, 20 de setembro de 2020

AVISO NA PEDRA DO CHAPÉU

 

                                                                    Emanoel Monte


           O médico Emanoel Monte, mossoroense, radicado em Manaus, esteve em Tibau no início de 2020 e posou próximo à Pedra do Chapéu. Na foto, podemos ler uma placa com aviso do perigo de um desmoronamento.
       Em setembro, postou a foto numa rede social e pudemos contemplar a Pedra do Chapéu de antes, porque neste mês de setembro, uma pedra se desvencilhou e caiu. 
       A natureza não perdoa quem dela, magoa. 


                                                A pedra que soltou, em foto de Ricardo Escóssia



sexta-feira, 18 de setembro de 2020

PROJETO DE CRIAÇÃO DA BANDEIRA

 

                                                           Ana Cristina

      Ana Cristina de Oliveira é funcionária pública municipal, em Tibau, e criadora da bandeira da cidade, ela postou em uma rede social que, finalmente, sua criação foi oficializada: 

       "Hoje é um dia muito especial para mim. Pois, enfim, consegui registrar o Projeto de Criação da Bandeira do município de Tibau. Cidade que tanto amo. Mas não consegui chegar até aqui sozinha, contei com a ajuda de pessoas queridas: como o amigo Milton Guedes e a minha irmã Socorro Rodrigue. A vocês agradeço de coração pelo apoio e parceria".

       Cris, como é mais conhecida, é uma pessoa dedicada, que ama a cidade e isso pode ser conferido através de suas redes sociais, sempre registrando em imagens, seja vídeos ou fotos, tudo o que Tibau tem de bom.
       Agora, fica faltando o hino oficial do município. Ficamos à espera da boa vontade dos gestores, que tanto prometem em campanhas.